quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Meu Primeiro Amor: Conhecidência ou Destino?

Capítulo 31

#PovsArthur

Cheguei na sala com Lua e a ajudei a deitar na maca. Ela urrava de dor,o que me desesperava cada vez mais. Tirei a roupa dela com calma e a ajudei a vestir a roupa do hospital. As poças de sangue no chão me desesperavam e eu sentia um medo desumano. A equipe médica adentrou o quarto em questão de curtos minutos e eu tive de sair da sala. Acompanhei pelo vidro eles aplicando algo na veia de Lua,que chorava amedrontada. Segundos depois ela já estava também com as pernas encima de um apoio e com soro em um dos braços,enquanto no outro,enfeiras aplicavam injeções e mediam a pressão constantemente. Lua dormiu rapidamente,e a cortina do vidro onde eu estava foi fechada. Continuei ali,sentado ao lado da porta,derramando algumas lágrimas e rezando,com toda minha fé,para que minha menina e meu anjinho ficassem bem. De alguns minutos,que pareciam eternos,avistei minha mãe acompanhada de Tia Claúdia, vindo em minha direção. Me levantei e as abracei,sem ao menos explicar o que fazia chorando jogado no chão. 


O que aconteceu meu filho?
―Ah tia,ela começou a sangrar do nada,e até agora não me deram notícias. Eu só vi eles pondo soro nela,aplicando umas injeções e depois que ela dormiu eles fecharam aqui. 
―Ai meu Deus,fica calmo tá? Vai ficar tudo bem. 
―Tenho tanto medo de perder minha garotinha tia. Meu coração dispara só de imaginar.
―Você não vai perder. Tenho fé que não. 
―Filho,mamãe vai atrás de alguma informação tá?
―Não precisa senhora. Desculpa interromper,percebi a aflição do jovem e como tenho notícias achei correto vir informá-los.
―Ai doutor,que bom.Como eles tão?
―Pode me acompanhar até minha sala? Lá eu consigo lhe explicar melhor o ocorrido.
―Tudo bem. Me esperem aqui tá?
―Vai lá filho.


―E então doutor? O que é que aconteceu com a Lua?
―Bom,primeiramente quero lhe informar que ela terá que permanecer aqui por mais alguns dias,e que após esse prazo,eu quero acompanhá-la semanalmente sem deslize.
―Quer dizer que ela não perdeu o bebê? ( Abri um sorriso largo que se desmanchou logo depois com a resposta do médico.)
―Infelizmente,não. Ela perdeu sim o bebê. Na verdade,um deles. A gravidez de Lua era dupla,ela esperava gêmeos. Um dos bebês não aguentou,devido ao útero da sua esposa ser muito frágil. Ele não aguentou o peso de duas crianças e reagiu,não aguentando segurar as duas. O sangramento já foi estancado e só o que temos que fazer agora,além do acompanhamento regrado,é rezar pro útero dela aguentar o peso de pelo menos UMA criança. Porque se ele for frágil demais,ela perde essa segunda também.
―E como ela tá doutor? Já está ciente da perda dessa criança?
―Não senhor. Está decisão é sua e dos familiares. Se vocês preferirem informar a ela apenas que tudo não se passou de um susto,e a criança está bem,fiquem a vontade. Ela não pode esforçar demais o emocional agora,porque isso pode fragilizar todo seu sistema nervosa e prejudicar o desenvolvimento desse segundo feto. Mas essa decisão é de vocês,como dito anteriormente. Ela não precisa saber da existência dessa segunda criança e nem da perda da mesma,mas façam como preferirem.
―Tudo bem,eu posso vê-la?
―Acho melhor o senhor se recuperar primeiro. Está visivelmente abalado e isso não é muito bom. Mas se ainda assim quiser,ela está sendo levada ainda dopada para a primeira sala à direita. Deve acordar dentro de alguns minutos. Se me dá licença, preciso resolver alguns problemas de outros pacientes. Qualquer coisa,essa é minha sala, sabe onde me encontrar. 
―Claro! Eu vou tomar uma água,informar as meninas e vou vê-la também. Obrigada. 
―Sem problemas.

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